Fraude e crimes eleitorais no 2º turno: PF conduziu 71 pessoas; TSE trocou 0,18% das urnas
Balanços oficiais do 2º turno registram crimes eleitorais como violação do sigilo do voto e boca de urna, mas nenhum órgão apontou fraude nas urnas. Veja os números e os boatos já desmentidos.

O 2º turno das eleições deste domingo (25/10/2026) teve centenas de ocorrências de crimes eleitorais registradas pela polícia. Os órgãos oficiais não registraram nenhum indício de fraude nas urnas. O balanço da Polícia Federal até as 19h aponta 71 pessoas conduzidas à delegacia, 57 termos circunstanciados e 6 inquéritos abertos. O TSE informou que 900 das 499.248 urnas foram substituídas (0,18%) e que não houve votação em cédula de papel. Este levantamento reúne os dados oficiais e o que a Justiça Eleitoral já classificou como boato.
Os números dos crimes eleitorais
- Polícia Federal (até 19h): 71 pessoas conduzidas, 57 termos circunstanciados de ocorrência, 6 inquéritos policiais e 13 possíveis flagrantes em andamento. Os principais crimes foram propaganda eleitoral irregular e violação do sigilo do voto. Houve ocorrências em 17 estados.
- Ministério da Justiça (até 17h, segundo balanço divulgado pela imprensa): 413 ocorrências em todo o país, sendo 149 de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto, 58 de boca de urna e 39 de propaganda irregular. Foram 43 prisões em flagrante e 68 pessoas conduzidas. Minas Gerais (50) e Rio Grande do Sul (47) lideraram.
- Em 2026, a PF já abriu 1.613 inquéritos sobre crimes eleitorais e apreendeu R$ 51,9 milhões em bens e valores, sendo R$ 31,7 milhões em dinheiro vivo.
Os números são parciais e podem mudar nos balanços finais.
Fraude nas urnas: o que dizem os dados oficiais
Até a noite deste domingo, nenhum órgão oficial (TSE, PF ou Ministério Público Eleitoral) havia apontado fraude na votação ou na apuração. As duas campanhas também não haviam apresentado denúncia formal de fraude, segundo as fontes consultadas. O resultado de cada urna é impresso no boletim de urna, com QR Code. Qualquer pessoa pode conferir esse boletim com o resultado publicado, pelo aplicativo Boletim na Mão.
A pausa na divulgação dos resultados neste domingo teve outra causa. Ela aconteceu porque o ministro Cristiano Zanin, do STF, estendeu a votação até as 19h, e a divulgação foi retomada depois desse horário. No 1º turno, em 4 de outubro, a divulgação também parou por cerca de 50 minutos. O TSE explicou em nota que foi uma contenção no processamento de dados e que "os resultados registrados pelas urnas permanecem preservados".
Boatos que a Justiça Eleitoral já desmentiu
- "Voto espírita" depois das 17h: é falso que mesários votem no lugar de eleitores mortos ou ausentes. Quem está na fila no horário de encerramento recebe senha e vota, por isso o horário de um voto não indica irregularidade. A liberação do eleitor sem biometria fica registrada na urna com a digital do mesário. Neste domingo, com a prorrogação, o horário passou a ser 19h.
- Redução de urnas: é falso. O número de seções subiu de 472.028 em 2022 para 499.207 em 2026, segundo a Justiça Eleitoral.
O que muda para você
- Viu um vídeo ou mensagem sobre fraude? Confira no Fato ou Boato, da Justiça Eleitoral, antes de compartilhar.
- Crimes como compra de votos e transporte irregular de eleitores podem ser denunciados pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, ou à polícia.
- O boletim de qualquer seção pode ser conferido com o resultado oficial.
Veja os resultados oficiais em resultadoseleicoes2026.com.br/presidente e /segundo-turno.
Fonte: Polícia Federal: balanço parcial do 2º turno (até 19h)TSE: presidente destaca baixo índice de ocorrências no 2º turnoJustiça Eleitoral (Fato ou Boato): é falso o 'voto espírita'Justiça Eleitoral (Fato ou Boato): é falso que houve redução de urnasTimes Brasil: balanço do Ministério da Justiça até 17hPoder360: nota do TSE sobre a pausa do 1º turno
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