Lula pode indicar 4 ministros ao STF até 2031; vaga de Barroso segue aberta há 1 ano
Reeleito, Lula terá até quatro cadeiras do STF para preencher até janeiro de 2031: a de Barroso, vaga desde outubro de 2025 após o Senado rejeitar Jorge Messias, e as de Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, que completam 75 anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no 2º turno de 25 de outubro, poderá indicar até quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) até o fim do novo mandato, em 5 de janeiro de 2031. Uma das cadeiras já está vazia: a de Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025. As outras três abrem pela aposentadoria compulsória aos 75 anos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, segundo levantamento da Rádio Senado publicado nesta terça-feira (27).
As quatro vagas e quando abrem
| Cadeira | Motivo | Quando |
|---|---|---|
| Luís Roberto Barroso | Aposentadoria antecipada | Vaga aberta desde outubro de 2025 |
| Luiz Fux | Aposentadoria compulsória (75 anos) | Abril de 2028 |
| Cármen Lúcia | Aposentadoria compulsória (75 anos) | Abril de 2029 |
| Gilmar Mendes | Aposentadoria compulsória (75 anos) | Dezembro de 2030 |
O STF tem 11 ministros. Se as quatro vagas forem preenchidas por Lula, ele terá indicado mais de um terço da composição só neste novo mandato.
Por que a vaga de Barroso continua aberta
Lula indicou para a cadeira o advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele foi aprovado na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 a 11, mas o Plenário do Senado rejeitou o nome em 29 de abril de 2026, por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, eram necessários pelo menos 41 votos a favor. Segundo a Agência Senado, foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos; as anteriores ocorreram em 1894, no governo Floriano Peixoto.
Desde então, nenhum novo nome foi enviado oficialmente ao Senado. Não há prazo legal para a nova indicação. Pela regra do Senado (Ato 1/2010), um nome rejeitado não pode ser votado de novo na mesma sessão legislativa, que termina no fim de 2026.
Como funciona a escolha
- Quem pode ser indicado: brasileiro nato, com mais de 35 e menos de 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada (artigo 101 da Constituição).
- Quem escolhe: o presidente da República.
- Sabatina: o indicado é questionado e votado na CCJ do Senado.
- Votação final: no Plenário, em voto secreto. A aprovação exige maioria absoluta, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores.
O que se sabe sobre a próxima indicação
Até a manhã desta quarta-feira (28), o Planalto não anunciou nenhum nome. Reportagens publicadas após o 2º turno, como a do SBT News, relatam, com base em interlocutores não identificados, que o governo quer concluir a indicação ainda em 2026, com o Senado na composição atual, e negociar o nome com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Essas informações não foram confirmadas oficialmente pela Presidência nem pelo Senado.
O calendário pesa: os senadores eleitos em 4 de outubro tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, e a nova composição muda o peso de cada bancada na votação. Veja como ficam as bancadas no mapa por partido de 2027.
O que muda para você
O STF dá a palavra final sobre a Constituição: decide temas como impostos, aposentadorias, direitos trabalhistas, regras eleitorais e investigações sobre autoridades. Ministros indicados agora podem ficar na Corte até completar 75 anos, ou seja, por décadas, muito além do mandato de quem os escolheu. Quem o Senado aprovar vai votar casos que afetam o dia a dia de milhões de brasileiros.
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Fonte: Rádio Senado – Lula deve indicar quatro novos ministros ao STF (27/10/2026)Agência Senado – Indicação de Jorge Messias ao STF é rejeitada (29/04/2026)Agência Senado – Presidente pode enviar nova indicação à vaga do STF (30/04/2026)Constituição Federal, art. 101SBT News – Lula vai amarrar indicação ao STF com Alcolumbre (27/10/2026)
Informações consultadas em 28/10/2026. Viu algum erro? Escreva para contato@resultadoseleicoes2026.com.br.