MP Eleitoral foi contra prorrogar a votação; Zanin manteve as 19h: veja os argumentos
O vice-procurador-geral eleitoral defendeu o fechamento às 17h, mas o ministro Cristiano Zanin, do STF, estendeu a votação até as 19h em todo o país com base na regra de transporte gratuito em dia de eleição.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contra a prorrogação da votação do 2º turno neste domingo (25/10/2026). O parecer, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa, chegou ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, às 17h01. Pouco depois, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou manter as seções abertas até as 19h (horário de Brasília) em todo o país. Prevaleceu a decisão do STF.
O que disse o Ministério Público Eleitoral
Para o MPE, o horário fixado em lei, das 8h às 17h, deveria ser mantido. "A despeito da gravidade das notícias veiculadas, o horário de votação fixado por lei deve se manter inalterado", escreveu Espinosa, segundo as reportagens. O parecer lembra que o TRE da Bahia já tinha mandado garantir a circulação dos ônibus e ordenado a prisão em flagrante do secretário de Mobilidade de Salvador. O MPE defende que os problemas de transporte sejam apurados em outros processos. Para o órgão, eventual responsabilização, inclusive por abuso de poder, depende de prova de que a legitimidade da eleição foi afetada.
Por que Zanin prorrogou
A decisão atendeu a uma reclamação da coligação de Lula (PT) no STF, que chegou à Corte às 16h32, segundo as reportagens. A campanha relatou redução da frota de ônibus em Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas e São Paulo. Zanin citou a "gravidade dos fatos narrados" e a "urgência evidente" e deixou a execução da ordem com o TSE. O trecho central diz: "determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília".
A base é um julgamento do próprio STF. Em outubro de 2023, na ADPF 1.013, o plenário decidiu por unanimidade que, a partir de 2024, o transporte coletivo urbano deve ser gratuito em dia de eleição, com frequência compatível com a dos dias úteis.
O que cada campanha pediu
- Lula (PT, 13): pediu ao TSE a prorrogação primeiro em três cidades da Bahia. Depois ampliou o pedido para municípios de outros estados e, por fim, levou ao STF o pedido de votação até as 19h em todo o país, com ônibus gratuitos por mais duas horas.
- Flávio Bolsonaro (PL, 22): pediu ao TSE votação até as 19h em 17 municípios de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina por causa de chuvas, alagamentos e interdições. Depois fez o mesmo pedido para cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. A campanha também pediu que o resultado presidencial só fosse divulgado depois do fim da votação nesses locais.
A Prefeitura de Salvador disse que 75 ônibus ficaram retidos por causa de adesivos do PT colados por sindicalistas. Em São Paulo, a Justiça Eleitoral mandou a prefeitura explicar de imediato a denúncia de redução da frota.
O que muda para você
- Quem ainda não votou pode ir à seção até as 19h (18h em Mato Grosso, pelo horário local).
- Quem estiver na fila às 19h recebe senha e vota.
- O TSE pausou a divulgação dos resultados. A última parcial, com 0,25% das seções apuradas, foi divulgada antes da pausa, e o tribunal ainda não informou o horário da retomada.
Acompanhe a apuração em resultadoseleicoes2026.com.br/presidente e o 2º turno nos estados em /segundo-turno. Para comparar Lula e Flávio cidade por cidade, use o Duelo Eleitoral.
Fonte: STF: transporte coletivo gratuito em dia de eleição (ADPF 1.013)InfoMoney: MP Eleitoral foi contra prorrogar votaçãoInfoMoney: ao vivo do 2º turnoO Antagonista: MP Eleitoral se manifestou contra prorrogar votaçãoBloomberg Línea: ao vivo do 2º turnoColetivo Bereia: STF prorroga votação até as 19h
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